segunda-feira, 4 de março de 2013
é como se existissem buracos,buracos tão fundos que me perderia lá dentro,dentro da escuridão,da dor,do abismo que hoje se faz presente.Dói e dói tanto que eu já não sinto nada,é como se não existisse mais nada,como se fosse oco,congelado,vazio.Esse vazio que eu acreditava ter preenchido,mas não,tudo permanece intacto,imóvel e quando alguém passa o dedo,sangra,a alma sangra e deixa transparecer pelos olhos,sombrios,avermelhados e inchados de tantas lágrimas que já caíram..É como se eu já não fosse mais nada,como se eu estivesse ali apenas por costume,levando e empurrando com a barriga até onde der.Acabou o valor.Ah! se você soubesse os pensamentos que me rondam,os medos que me assombram, a vontade que me tira do eixo,que me pira.
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